Tuesday, April 11, 2006

Brechó de sonhos (que não estão a venda)



Eu tenho meus planos, meus sonhos, meu “final feliz” do roteiro que escrevi pra minha vida.
Sonhar é essencial. Como diria Mário Quintana, “Sonhar é acordar-se para dentro”.
Hoje o dia me fez parar. Hoje o dia me encostou na parede, questionou minhas verdades, minhas mentiras, minhas máscaras e meus medos. Pôs em cheque minhas convicções, e mostrou possibilidades de ilusões que talvez sejam verdades.
Tinha esquecido meus sonhos numa gaveta. Resolvi abri-la hoje e dei de cara com coisas velhas, muito velhas. Um brechó de sonhos que não estavam a venda. Olhava para algumas como quem olha pra um brinquedo antigo, para outras como se encontrasse algo perdido que me era valioso. Sonhos... velhos.
Sonhos velhos que me indagavam se ainda acreditava neles.
Acreditava?
Eu era uma sonhadora.
Ainda continuava a ser?
Talvez...
Acredito que eu seja mais uma pseudo-incrédula do que uma pessoa sem sonhos. Eu os tenho. E muitos. Demais até.

"Nada lhe pertence mais que seus sonhos." (Friedrich Nietzsche)

Olho para os antigos sonhos e reconheço que muitos deles ficaram pelo meio do caminho. Não por desistência, mas por mudanças na rota, por alterações no roteiro. A vida era assim, inconstante. Os sonhos precisam adaptar-se a ela também.
A vida era inconstante e eu era uma variável.
Quem terá a paciência e perspicácia matemática para me decifrar?
Sonho com um matemático, porque uma variável não é capaz de se descobrir sozinha. Enquanto isso, me perco em meio a equações complicadas, deltas e me enxergo um simples x. Me atribuem valores, me testam até zerar os dois lados do problema e a afirmação ser verdadeira.
Eu tenho sonhos. Embora às vezes duvide deles. Mas eu os tenho.
Eu tenho sonhos. Embora ache que talvez fosse melhor não tê-los.
Sonhos.
Eu tenho um brechó de sonhos que não estão a venda.

“As coisas que você tem acabam te fazendo pertencer a elas. Se isso acontecer, livre-se de tudo que você tem e comece de novo... Pois você só estará pronto pra começar de novo, quando perder tudo o que tem...” (Marcelo*)

*antigo amigo que eu adorei reencontrar depois de tantos anos!!! Marcelinho, vê se volta a escrever no blog! Saudades dos seus textos ótimos, das nossas conversas e da sua filosofia “Tyler Durden”.

4 comentários:

Anonymous said...

Eu tb tenho...
Tenho sonhos velhos, usados, de todos os gostos, mas que ainda são meus. E mesmo velhos, quem disse que ainda não da gosto de usar? Tingir, colocar um bordado, reinventá-lo e colocar ali no armário, como se fosse aquela peça mais usada...
Eu preciso voltar a escrever sobre meus sonhos... ou talvez, só escrever, pq isso me faz falta...

Bjinhos, minha escritora preferida!

Anonymous said...

Demorei para comentar nesse né?
mals ae .. mas tem explicação sim=)
gostei muito do modo como vc escreveu ... sei lá ...ficou diferente dos outros posts...pq parece q vc conseguiu expor melhor a cabeça nesse ai =)
mas tem alguns momentos q está ao modo césar de escrever huahau q vc escreve de vc para vc ...e não de vc para os outros... a num ser q fosse essa a idéia de mostrar só para alguns as idéias realmente
=*** te adoro muito =) se cuida moça =)

Anonymous said...

jamais vai atualizar nem esse nem o retratos?
Bjo, moça

Marcelo said...

QUEM irá ter a paciência para te decifrar? Realmente. Não está fácil escalar as muralhas do seu forte. Talvez porque eu nunca tenha sido lá essas coisas em matemática.

Só para não perdemos: estou em 27/01/2008. A missão de revirar a sua vida.