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Wednesday, June 03, 2009

Impulsividade: Ame-a ou deixe-a

No meio da tarde esfumaçada de capuccino e pensamentos gelados, uma melancolia durona criticava quase tudo. Da impulsividade aos erros evitáveis. Dos muitos erros evitáveis, mas que por alguma razão, não quiseram evitar-se no instante inconsequente.

O não-arrependimento é luxo para os teimosos. A consciência pode permitir alguns deslizes de teimosia externa, mas não a deixa intervir na íntima análise de espelho interior.

Há arrependimentos.

Não como um desejo de máquina-do-tempo alimentado pela mágica surrealista do “isso-nunca-aconteceu”. Há no fundinho da xícara fumegante, aquele gostinho amargo (e necessário) do “não-faria-novamente”.


E a resolução do “isto-pára-aqui”.


E para quem gosta de frases de efeito...

Monday, May 12, 2008

Devoto à impulsividade

Eis pois que um dia a apostadora de sonhos defrontou-se com uma aposta bem tentadora. Não nos cabe saber os detalhes específicos. O mistério, não neguem, exerce atração à medida que prende e faz surgir a curiosidade.

O fato está descrito: era uma possibilidade com ares de irrecusável. Vestia aquela roupagem confiante e falava-lhe com convicção sedutora.

Ah a convicção era uma grande arma. Mesmo os mais experientes apostadores tem em seu lado mais profundo e inabitável, aquele medo primitivo que consequentemente transforma qualquer possibilidade de estabilidade no bem mais valioso.

Sim, a aposta era tentadora e convicta. E isso era o que fazia da aposta um risco com um alto grau de periculosidade. O impulso a que nos jogamos a elas é quase inevitável.

Nossa apostadora não era boa de apostas, mas era a mais devotada adepta da impulsividade.


Apostou todas as fichas.

Wednesday, January 31, 2007

Série Confissões - Inconsequência . Parte II



Na maioria das vezes transbordo inconseqüência. Sempre apaixonada pela espontaneidade, acabo sendo avessa à prudência esquecendo-me de que uma, não necessariamente anula a outra. Esquecendo-me que o amanhã estará lá pra me cobrar os atos instantâneos. Que a balança aumentará os quilos dos abusos com sabor de trufas. Que as olheiras pesarão a madrugada que sustentei clara...
Mau-gosto em antever o futuro certo como se fosse heresia, arrasto dias ao longo dos anos e nunca aprendo.
Acho que tenho vício em ser reparadora.