No meio da tarde esfumaçada de capuccino e pensamentos gelados, uma melancolia durona criticava quase tudo. Da impulsividade aos erros evitáveis. Dos muitos erros evitáveis, mas que por alguma razão, não quiseram evitar-se no instante inconsequente.
O não-arrependimento é luxo para os teimosos. A consciência pode permitir alguns deslizes de teimosia externa, mas não a deixa intervir na íntima análise de espelho interior.
Há arrependimentos.
Não como um desejo de máquina-do-tempo alimentado pela mágica surrealista do “isso-nunca-aconteceu”. Há no fundinho da xícara fumegante, aquele gostinho amargo (e necessário) do “não-faria-novamente”.
E a resolução do “isto-pára-aqui”.
E para quem gosta de frases de efeito...


