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Monday, March 14, 2011

Tenho medo

... e quando penso nisso, e naquilo a que o medo me leva a pensar, tenho uma pequena luta interior entre aquilo que eu sou, o que pensava que era e naquilo que me tornei, sem saber. E ter medo é coisa de quem sabe de que tamanho são as quedas, hoje compreendo isso melhor do que quando tinha vinte e acusava essas pessoas de covardia.

é ter medo, caramba!





via: confinsdonada

Monday, October 12, 2009

Medos privados em lugares públicos


Sua força deve ser pública e seus medos, privados. Compartilhe seus sorrisos, chore na solidão. Escolher esse caminho é só mais uma escolha, com seus prós e contras. Não tem a ver com força, mas em escolher enfrentar uma posição vulnerável ou evitá-la.
Às vezes alguns pensamentos me botam a vida como uma luta em que qualquer espontaneidade distraída deve ser evitada se não se quiser perder. A lógica racional é suprema, e sonhos... ah sonhos! Vocês são metas.

Saturday, April 18, 2009

À espera de algum Leviatã

... e a razão da existência de um Estado não existe há muito tempo. Não me importa se é Hobbes ou Rousseau quem esteja correto. Se realmente houve um contrato social originário dessa vida em sociedade, definitivamente ele nunca foi cumprido. Explicam o surgimento da sociedade através da cooperatividade entre si, da coerção e do comprometimento em seguir normas em troca do bem maior: segurança e o direito pleno à tal "vida sem medo". O que me embasa na teoria de que vivemos já arraigados na maior ilusão de todas. Vivemos a cegueira de uma promessa que nunca chega. Um contrato que apenas botou a selvageria pitoresca do primitivo com uma roupagem civilizada, mas muito mais doentia.

Hoje essa selvageria já até abandonou o terninho qualificativo do que seja humano e aparece com as caras mais horrendas. A crueldade já é coisa normal.

Sou muito mais Hobbesiana, não por covardia, mas por acreditar que a natureza do homem seja mais duvidosa do que afirma Rousseau. E por compartilhar com Hobbes a noção de que viver em medo é o pior dos males.


Apesar de não ser a ameaça espanhola, me aterroriza assim mesmo.


"Quando nasci minha mãe pariu gêmeos, eu e o medo"
Thomas Hobbes

Thursday, December 04, 2008

"Da covardia" ou "Como se preservar a esperança"

Créditos de imagem: Olhares Fotografia Online


Como quando se sabe de uma verdade, mas prefere deixá-la isenta de provação para que reste a esperança ao mínimo.


É a (i)lógica que anda operando por aqui.

Monday, April 07, 2008

Abrigo Certo

Ser composta de certezas sólidas. E talvez essa tenha sido a maior de suas carências. Quando há um tempo longínquo construía esboços e projetos de estrutura adequada que a sustentasse quando fosse casa, riram da planta e disseram que o cimento era apenas areia molhada, e as pedras, apenas lascas de montanha em decomposição.

Queria abrigar seus planos futuros, seus sonhos, sua mobília, seu descanso, seu lar. E então, quem antes topava assinar o projeto de repente viu inviabilidade. Queria uma barraca, que pudesse ser montada e desmontada em qualquer lugar das incertezas vagantes.

Desde então ela vêm procurando as certezas que a norteiem, porque ela não consegue ser barco à deriva. Tampouco consegue viver de certezas dogmáticas de cárceres privados.

Ela quer o lar. Leve, arejado e com um jardim cheio de mistérios. Porque nenhuma certeza é sólida o suficiente sem ser asfixiante. E nenhuma vida é certa o suficiente sem algumas certezas norteantes. E nenhum riso sobrevive sem o mistério do imprevisível.

Monday, April 23, 2007

Constatação

Procurar o que se quer sem saber se existemedo.

Sunday, March 11, 2007



E se andasse fora do compasso?

Se tropeçasse no passo e perdesse toda a dança?

E se apostasse com fé e caísse na desconfiança?

E se sonhasse ser oceano e descobrisse ser só lago?

Tuesday, March 21, 2006

Primeiro e segundo movimento... Inércia da insensibilidade e a queda

Antes da queda

Já não distinguia as formas.
De repente, como num passe de mágica (ou maldição) passou a confundir o errado com o certo e a sentir o coração anestesiado, imune a qualquer emoção.
Desde quando isso mudara?
Não sabia ao certo... parece que agora a vida parara de escolhê-la e ela é quem deveria escolher a sua vida.

Tantos calos deveriam ter nascido (e de fato não nasceram?) que agora olhava estupefata a pancada que não mais doía.
Insensível. Insensibilidade.

Já não distinguia as formas.
Via um gato em cada cão, um canino em cada felino. A fauna lhe aparecia transfigurada e a antiga jaula trazia agora a porta aberta.
Era o certo ou o errado o que sabia? E o que sabia não harmonizava com o que sentia. Afinal o certo é o pensar e o sentir é errado? Ou o errado é o certo e o sentir, um pensar?...

Pensava que sentia certo e sentia que pensava errado.

Depois da queda

Já não tinha mais tanto medo.
De repente, a queda lhe pareceu menos assustadora quando se encontrou no chão. A insensibilidade sumiu, o efeito da anestesia passou e agora... doía.
Doía e isso a fazia sentir-se viva. Apesar da dor, tinha o tesouro de sentir outra vez, de sentir que respirava vida, que sangrava, que sorria, que chorava.

Já não tinha mais tanto medo.