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Wednesday, December 23, 2009

What she knows

If you ask her what it was she gambling her emotions into wind, she will not be able to say.

(...)

Everything seemed to be perfectly balanced (...) it was only Cristina, as the last days of Summer expiring, began to experience an old familiar story.


... suddenly, thoughts started taking precedents over feelings. Thoughts and questions about life and love and, as much as she tried to resist these ideas, she could not get it from her mind.
One evening, after dinner, she made an announcement that surprised everyone.




and (...)



Isn't enough?

Sunday, March 22, 2009

Do que não existe

Em cada um de nós existem três pessoas:
a que nós achamos que somos,
a que os outros pensam que somos,
e a que Deus sabe que somos.
Leonard Ravenhill

Que a identidade seja algo socialmente construído e negociado é assunto para conversas sociológicas. Eu me limito a tentar entender essa negociação sofrida no ato do construir.
Ando cansada. Faço farra, faço barulho, mudo conceitos, ultrapasso o meu próprio bom senso só para me ver frustrada comigo mesma nos minutos seguintes. Me estranho. Me derramo em rituais internos que ninguém mais vê senão os meus próprios pensamentos itinerantes. E espero por ouvir algo impossível de quem não vê nada além das minhas tentativas erradas de testar tudo ao extremo.

Mutilo-me em sacrifícios. São muitos deuses errados a quem estou oferecendo pedaços de mim aos poucos. Como quem quer provar algo de si para ninguém, sou a peça em cartaz mudando e refazendo o roteiro. Mas o teatro continua ecoando silêncio. Então eu continuo gritos.

Tudo o que eu queria agora era alguém que parasse com essa auto-flagelação enrustida e dissesse:

não tem problema não ter sentido. Deixa essa culpa da vida pra lá.



... deixar essa culpa da vida pra lá...


isso não existe.

Thursday, February 01, 2007

Série Confissões - Inconstante . Parte III




Sou muito inconstante, porém bastante previsível. Não sei dizer quem sou. Minhas preferências mudam a todo instante, meu paladar tem um prato preferido diário, meus ouvidos tem gostos musicais periódicos e extremos, e minha cor preferida parte das primárias, para as secundárias numa mistura eterna de dedos e guaches.
Mas tudo é previsível de tal modo, que percebendo-me inconstante, busco uma constante para definição apenas, porque faz-se necessária uma imagem sólida para se figurar num mundo de egos [de] concretos.
Mas ser inconstante não implica ser imprevisível, o que não constitui paradoxo nenhum. Só resulta numa mistura estranha. Estranha e diferente. Porém, previsível.

Friday, October 06, 2006

In vazão

Entro por janelas, portões e frestas. Faço uma verdadeira invasão e no meio da ocupação, desisto de conquistar o território.
Parto.
Saio deixando portas entreabertas, pistas e pegadas. Desisto da luva e marco sem querer minhas digitais na fechadura. Visto um sobretudo, escondo-me em disfarces e tento não ser notada. Mudo meu nome, troco de carro, falsifico minha identidade.
Fujo do continente tendo na mente a certeza da terra errada.



Talvez por um engano, talvez por desencanto... talvez só uma bússola quebrada.