Monday, December 04, 2006

Tinha um grande problema...

Em tudo o que fazia, era movida por paixão. Só por isso. Se não houvesse paixão, não haveria próximo passo, ou os passos futuros seriam dados sem a mínima vontade... por inércia. E ela já tinha se cansado de se deixar levar por esses ventos do acaso, só pela comodidade de não ter que decidir qual direção seguir.
O problema é que não percebia mais paixão em nada. A vida tinha se tornado, de repente, uma rotina insossa de casamento falido.
Talvez tivesse que acertar os ponteiros de muitas coisas. Talvez não tivesse que acertar ponteiros coisa nenhuma! A única conta a acertar era com ela mesma...

5 comentários:

Anonymous said...

Sabe, Dani, pode parecer engraçado, coincidência ou você pode até achar que eu estou inventando, mas já passei por umas poucas e boas que me levaram a ter alguns pensamentos parecidos com alguns que li rapidamente aqui pelo blog. Pensamentos tais que não conseguiria explicar aqui, em uma janela de comentários. Infelizmente não pude evitar algumas conseqüências que eles me trouxeram. Agora já foi...

Anonymous said...

Ah, bonita, eu sei bem como é!
Sem vontade, sem tesão, sem paixão não dá. Não vai nem com água nem com nada. Simplesmente não tem motivo pra ir.

Melhor ficar sem nada do que com casamento falido. Tenha isso na cabeça..
Um beijo, linda, e tava com saudade dos seus textos!

Anonymous said...

Óia, que bonitinho...

Demora, mas aparece, né, doninha Naru.

Eu acho a paixão essssssssssssssencial para a vida. Eu me considero a pessoa mais feliz do mundo, e o motivo é que sou apaixonada por tudo. Sem paixão, não há razão.

BeijO

Diego said...

Hum, talvez seja por isso que eu prefira os amores do que as paixões, são mais estáveis. Entretanto são bem mais raro, afinal, que vida seria essa se tivéssemos sempre tudo que achamos precisar.
Ter consigo mesmo a força pra seguir em frente e gerar a paixão que precisa, seja lá pro momento que for, isso sim, é o que se há de buscar, ou que se deveria buscar.
Entretanto sempre sucumbimos a parte fraca de nós mesmos, não que tenhamos sempre de ser fortes, mas se existe tempo pra ser, é nesses que dizes que o é.
Vamos andando sempre por uma praia que tem o céu nublado, olhamos pra cima tentando achar o sol, quando devíamos lembrar que as vezes a nossa visão é que está embaçada demais pra perceber, buscar e crer. Que há de se dizer das tolices dos homens ?

Beijo Dani, e não é que a praia inspirou (nem sei se escreveu antes ou depois, mas enfim...), se cuida nanica =]

Bom te ler denovo.

Marcelo said...

Você vai ao banheiro e vê restos de pasta de dentes na pia, alguns pontinhos de barba - resultado de um barbear - e sujeira em geral. Diz "este lugar precisa ser limpo". Mas não consegue começar a faxina.

Ou então está em um fim de semana sem planos para sair. Tem um livro para ler, matérias para estudar, ligações que precisa fazer... mas não faz nada.

É assim que me sinto diversas vezes.