Wednesday, January 17, 2007

Limiar disléxico


Algumas das minhas considerações, eu faço nos segundos que precedem o fechar de olhos e o apagar do abajur. Engraçado esboçar conclusões no limiar entre o sono, o sonho e a realidade
[de um quarto fechado.
O isolamento em meio à pelúcia, cobertores e lençóis, abre espaço para que eu não me preocupe em traçar tratados sobre a essência das coisas, senão da ex-ciência de mim mesma.
Não posso ser ciente de nada além do dilema de ser quem
[sou.

Disléxica.
Diz
lema.

2 comentários:

Diego said...

Isso me lembrou aquele meu texto q vc já leu "Todo dia é dia" o tal com "um quê de auto-ajuda" (palavras suas).
E sendo assim, não constesto, reafirmo, assino embaixo e dou ênfase, que decerto o nosso sono há de ser o momento mais íntimo que temos conosco e que certamente, quando não conseguimos refletir, pensar, ou até mesmo só especular alguma coisa, quando algo nos pertuba. Isso nos afeta e fica evidente em nós mesmos quando a luz do tal abajur é substituída pela luz do sol.

Gosto muito do que vc escreve por essas brincadeiras totalmente conscientes que vc faz com as palavras... uma dessas fiquei boiando, talvez o cansaço nas costas tenha me tirado o foco, mas de qualquer modo, não entendi "ex-ciência..." me explica depois.

Té mais ver Dani nanica escriba =]
Beijão.

Marcelo said...

E se não houverem dilemas? Apenas quebra-cabeças com peças faltando? Peças que a idade trará?

Lembra que tudo necessita de um equilíbrio? Eu também penso demais, mas a diferença é que não exteriorizo e nem me pertubo tanto quanto você.