
Tenho minha centelha de orgulho. Essa centelha já foi muralha, e hoje ainda há resquícios dela. Nenhuma muralha, que antes já tenha existido, é capaz de sumir sem deixar vestígios. A Alemanha sabe. A minha era feita com pedras orgulhosamente duras, mas creio que eram cimentadas mais pelo medo da vulnerabilidade do que pela arrogância usual das muralhas orgulhosas comuns. Não havia nem um pouco de arrogância, e se havia era ínfima... tanto que a muralha caiu, o que seria bem mais difícil se houvesse tal material na construção.
Porém houve orgulho. Houve choros contidos para uma imagem de forte. Houve recusa de ajuda para que o ego acreditasse na auto-suficiência. Muitas palavras expiraram não ditas, e muito sentimento permaneceu anônimo e vagando hoje como assombrações de possíveis possibilidades com data de validade ultrapassada.
Algumas pedras ainda persistem. A função da antiga muralha era a mesma de todas: convencer algo fraco, de que era forte. Prevenir qualquer possível ataque. Mas tudo tem um custo: o isolamento forçado impede contato, impede trocas, restringe o crescimento a uma área delimitada... e termina mais como um monumento decorativo do que como uma proteção eficaz. Vide China.
Porém houve orgulho. Houve choros contidos para uma imagem de forte. Houve recusa de ajuda para que o ego acreditasse na auto-suficiência. Muitas palavras expiraram não ditas, e muito sentimento permaneceu anônimo e vagando hoje como assombrações de possíveis possibilidades com data de validade ultrapassada.
Algumas pedras ainda persistem. A função da antiga muralha era a mesma de todas: convencer algo fraco, de que era forte. Prevenir qualquer possível ataque. Mas tudo tem um custo: o isolamento forçado impede contato, impede trocas, restringe o crescimento a uma área delimitada... e termina mais como um monumento decorativo do que como uma proteção eficaz. Vide China.
2 comentários:
Lembrei do meu poema lá, que você gostou, "Contenda infeliz".
Sei que ele só demonstra um dos sentimentos contidos pela tal muralha agora caída. Mas ele tende a fazer muito estrago e bem feitoria, esse tal do amor.
Os outros exércitos talvez não sejam tão impetuosos como ele, e por isso demoram mais a furar a fronteira...
Mas decerto que se não fôssem eles todos juntos, a tal muralha, não tinha nem cedido um mísero tijolo.
Uma vez que no amor tudo se destrói e depois se reconstrói. Depois de um tempo, é como se tudo não tivesse se passado de um vento forte.
E por três vezes citei o tal muro. Ele caiu mesmo? Eu aindo o sinto e está difícil de transpassá-lo.
Dani Yoko, Dani Yoko. Eu não sou um paquerador barato nem tarado. Só queria conversar porque te achei interessante e o resto seria conseqüência. Mas hoje, 27/01/08, exatamente às 23h22 estamos os dois no msn pela terceira vez e você não me oferece portas na sua muralha.
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