Eis pois que um dia a apostadora de sonhos defrontou-se com uma aposta bem tentadora. Não nos cabe saber os detalhes específicos. O mistério, não neguem, exerce atração à medida que prende e faz surgir a curiosidade.O fato está descrito: era uma possibilidade com ares de irrecusável. Vestia aquela roupagem confiante e falava-lhe com convicção sedutora.
Ah a convicção era uma grande arma. Mesmo os mais experientes apostadores tem em seu lado mais profundo e inabitável, aquele medo primitivo que consequentemente transforma qualquer possibilidade de estabilidade no bem mais valioso.
Sim, a aposta era tentadora e convicta. E isso era o que fazia da aposta um risco com um alto grau de periculosidade. O impulso a que nos jogamos a elas é quase inevitável.
Nossa apostadora não era boa de apostas, mas era a mais devotada adepta da impulsividade.
Apostou todas as fichas.
3 comentários:
Ser a mais devota adepta da impulsividade torna a apostadora, por simples defição, inapta a apostar.
Apostar sempre envolverá riscos. Apostar sempre requerirá experiência.
Apostar nem sempre é um jogo onde se ganha tudo ou perde tudo.
A apostadora não parece ter pensado em meios termos e fazer a mesa voltar a seu favor após a aposta.
Isso requer planejamento. E a apostadora, com sua impulsividade que não a deixa fazer planos e a faz seguir com o fluxo, também acaba pondo tudo a perder, apostando ou não.
Mas melhor arriscar do que nunca ter tentado. O mistério do texto: ela apostou, afinal?
Até onde vai a apostadora? Quem se arrisca uma hora vence, uma hora perde...
Apostas e impulsos são como dieta e chocolates. Não cabe lá dentro.
O impulso não pode ser confundido com 'intuição'. Mesmo porque, depois de um tempo, a gente descobre que impulso e intuição são paradoxais.
Acho que as apostas são só dela, realmente. Mas cabe a ela levar em conta a tríade:
Risco, intuição e impulso.
E largar a alcunha de apostadora se levar em conta apenas o último!
=*
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