Refletindo bem, a melhor coisa da vida é aquela felicidade barata. Sim, daquelas bem vagabundas. A que é desprovida de profundidade, de lógica, de moral, de significado substanciado.
Abaixo à felicidade de butique. Aquela felicidade às custas do sofrível. A felicidade plástica, fabricada em um sorriso amarelo dos costumes cegos. A felicidade das convenções.
Melhor é a felicidade tropeçada no meio da rua, que a gente encontra (ou ela encontra a gente) como um cachorrinho vira-lata de olhar amigo e rabinho abanando pulgas do abandono.
A felicidade barata é o simples ser sem explicação. O não fundamento da felicidade barata é o que atribui valor a ela.
Abaixo à felicidade de butique. Aquela felicidade às custas do sofrível. A felicidade plástica, fabricada em um sorriso amarelo dos costumes cegos. A felicidade das convenções.
Melhor é a felicidade tropeçada no meio da rua, que a gente encontra (ou ela encontra a gente) como um cachorrinho vira-lata de olhar amigo e rabinho abanando pulgas do abandono.
A felicidade barata é o simples ser sem explicação. O não fundamento da felicidade barata é o que atribui valor a ela.
*
Um dia, andando na rua a passos apressados, um menino me deu uma florzinha mixuruca daquelas que tem horas de validade. Era uma florzinha amarela de nada.
E eu não ficaria tão encantada se fosse uma gérbera ou orquídeas coloridas.
Um dia, andando na rua a passos apressados, um menino me deu uma florzinha mixuruca daquelas que tem horas de validade. Era uma florzinha amarela de nada.
E eu não ficaria tão encantada se fosse uma gérbera ou orquídeas coloridas.

Eis o porquê afirmo: minha eudaimonia diária é alcançar a felicidadezinha mais vagabunda.
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A simplicidade me faz sorrir solto.
1 comentários:
identificar é ser na semelhança. Se todos pudessem sentir isso, não haveria guerra. E mais que isso haveria paz e felicidade entre os seres humanos. Os ares de sampa em blog carioca é quase um elogio que rasga o tédio. Volte sempre.
Um beijo.
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