Crédito de imagem: Getty ImagesSou feliz e não sei. E não saber é terrível. Tento saber da minha felicidade e me sinto triste.
Acho que é porque eu queria que a minha felicidade fosse daquelas descaradas das quais não é preciso nem saber. Daquelas que apenas adentram rasgando os dias e fazendo alarde. Mas a minha felicidade é discreta.
-É preciso respeitar.
Sou feliz e um dia saberei. E então deixarei de ser egoísta pra agradecer todos os dias pela minha felicidade.
Mas enquanto não sei, vou fazer só uma pausa: pra sentir o vazio do desconhecido e passar de uma gargalhada de doer barriga para uma vontade de chorar gratuita. Tudo na rapidez da modernidade. Apenas questão de segundos na transição.
É nos extremos que compenso a discrição da minha felicidade.
Balancear é necessário.
E eu adoro a invisibilidade que o metrô me presenteia.
A-do-ro.
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