ou
Sobre a perigosa doença "Being a lady"
Não suprima minha opinião.
Nenhuma tática é válida agora – não existe mais a fobia idiota por constrangimentos que nem mesmo seriam meus. Não há mais ponto fraco, pois estou lhe gritando na cara. Nada mais me incomoda do que a pretensão sua de me botar a fantoche mudo, a assumir a autoria de suas sentenças por mim.
Seja seu próprio porta-voz! Que das minhas opiniões eu dou-me um jeito de manifestá-las como eu bem queira. Essa sua arte suja de antecipar o avesso da minha opinião só porque lhe satisfaz o gosto e para que eu fique constrangida em desmenti-la e me cale no mudo silêncio de uma repressão ridícula, isso já não levo mais adiante!
Nesse seu joguinho ardiloso, agora não participa mais minha piedade tonta de poupar-lhe. Agora eu desminto na hora se por sua conta e risco colocar boca a fora uma vontade infantil sua a coroá-la como sendo minha. Há muito já falo por mim, e se antes agüentava o desrespeito para evitar constrangimentos, agora me isento da tarefa sem sentido já que a vergonha não deveria nem ser minha.
Desminto. Sem dó nem piedade.
Nenhuma tática é válida agora – não existe mais a fobia idiota por constrangimentos que nem mesmo seriam meus. Não há mais ponto fraco, pois estou lhe gritando na cara. Nada mais me incomoda do que a pretensão sua de me botar a fantoche mudo, a assumir a autoria de suas sentenças por mim.
Seja seu próprio porta-voz! Que das minhas opiniões eu dou-me um jeito de manifestá-las como eu bem queira. Essa sua arte suja de antecipar o avesso da minha opinião só porque lhe satisfaz o gosto e para que eu fique constrangida em desmenti-la e me cale no mudo silêncio de uma repressão ridícula, isso já não levo mais adiante!
Nesse seu joguinho ardiloso, agora não participa mais minha piedade tonta de poupar-lhe. Agora eu desminto na hora se por sua conta e risco colocar boca a fora uma vontade infantil sua a coroá-la como sendo minha. Há muito já falo por mim, e se antes agüentava o desrespeito para evitar constrangimentos, agora me isento da tarefa sem sentido já que a vergonha não deveria nem ser minha.
Desminto. Sem dó nem piedade.

Prazer, eu sou a deselegância imune às gastrites nervosas.
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2 comentários:
Fico lembrando dos primeiros tópicos que comecei a ler aqui... eles tinham uma poesia tão sincera, que eu ficava impressionado. Daí, um dia li que você queria não ser tão profunda (queria estar de cara limpa ou algo do gênero)... achei estranho, gostava tanto daqueles textos... li os primeiros, e em alguns deles eu percebi a entrada de pronomes que substituiam a sua pessoa... não que eu diga que os textos que considerei profundos não fossem pessoais, mas eu gostava disso... eu muitas vezes escrevia com um "eu", "nós" ou algo que remetesse a minha pessoa e, na verdade, sempre quis escrever algo que conseguisse expressar minha opinião suprimindo esse tipo de coisa. Parece coisa besta, mas não sei, gostava muito, achava que era algo a ser atingido. Observo que o texto atual retomou isso... não que seja ruim; mas acho que fiquei acostumado em ver daqueles textos um tanto herméticos (num sentido literário, não me entenda mal;), em que é preciso um esforço extra para se chegar no ponto de entendimento.
Mas, como eu disse, eu gosto por causa disso, desse esforço extra. Coisas óbvias difcilmente tem beleza, se são para expressarem o que todo mundo já sabe e de um modo clichê.
Bom, de todo modo, também gosto dos textos pessoais... por que sei que não há esse limiar entre a pessoalidade e a poesia inerente a ela...
E esse emoticon me fez pensar que você não é tão brava quanto parece... haha... Brincadeira...
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