Wednesday, July 01, 2009

Dia Monde

, e então de repente a narrativa perdeu-se em um capítulo qualquer através das páginas e a trama continuou rotina não digna de se declarar roteiro.

Estagnou.
Reiterava um ato em cem maneiras diferentes. Girava e tonteava num rodar cíclico infinito

era apenas:
o desgaste/ do grafite
o riscar/ do carbono [numa folha


de papel]



e pensar que poderia ter sido diamante
por uma simples
questão de
pressão

2 comentários:

João Francisco A. Enomoto said...

Ser diamante é ser pedra decorativa, ao passo que o carvão, embora bruto, ainda é capaz de causar certa imagem no papel. No mundo onde vivemos se compra com diamante mas não se enxerga o valor do carvão. Um não é menos importante que o outro: o que os difere é a impressão que fica.

Beijões!

Alberto K. said...

Uma vida que se perde ao se contentar em ser carbono, realmente, é triste. Apesar de que, deve se tomar cuidado com o que se almeja, para não acabar paranóico.

Achei interessante que o texto inteiro conduz a um outro significado da palavra "pressão", apesar do contexto denotativo gerar a significação óbvia: bom, foi o que eu percebi pelo menos. E se for por esse aspecto, o adjetivo "simples" soa bastante irônico... (desculpa se fugi muito do texto... mas é que me pareceu que o texto me conduziu a esses pensamentos estranhos, sem querer culpá-lo, claro.)