Créditos de imagem: donttouchmymoleskine
Sou o detestável que te dá o colo necessário e assim cubro tua boca, teus olhos e tua dor. Promessas de cura, sou é paliativo: amenizo teu sofrimento disfarçando tuas feridas. Você tem tanta graça assim soprando minha fumaça que até parece forte querida. Toma mais um gole, trague mais um pouco e diga num tom rouco intenções e raridades. Parece até felicidade louca e clandestina que aparece de repente e vai assim rasgando dentes no teu rosto de mulher. Ninguém mais vê por trás do martini os teus olhos de menina, nem percebem nos desvarios algo além de tudo isso. Acompanham tuas risadas e admiram teu estilo e quando resumem sua essência só me citam: vício.
Ouvindo: Amy Winehouse - You Know I'm No Good
4 comentários:
Pô, como nunca passei por aqui? E que momento agradável, você tá falando de cigarro, certo?
O cigarro tem lá seu glamour. Eu gosto de cigarro, mas acho que não combina com mulher, mesmo você tendo feito um retrato bacana de uma.
Eu não sou o mais franco defensor do cigarro. Se eu pudesse eu parava de fumar, mas a vida é essa merda que você leu no meu texto: não consigo ficar sem. Tem gente (pseudo-umbandistas) que acredita que a inspiração desce quando fuma ou bebe. Eu sinceramente acho que fumar não me faz escrever melhor ou pior, mas com certeza vou escrever por menos tempo.
Saudações cordiais.
Acredito que o vício é a paixão exarcebada.
Martini e cigarros.
MEU vício também.
Forma de se derreter de si mesma.
Obrigada pelas palavras de conforto, moça. Não estou tão mal quanto passo. Acho que é alma cuspindo o que pode.
É!Como se diz,
“Não fui eu, foi meu eu-lírico!”
Beijos, paulistinha!
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