Sunday, January 16, 2011

Três

No fundo da garganta eu sei que o mundo todo está repartido em três. E eu não me importo. Não me importo e sussurro sempre baixinho "melhor três do que a burrice". O bom e o mal. O certo e o errado. Claro, escuro. O mocinho e o bandido. A mentira e a verdade. Fracos e fortes, sóbrios e bêbados, lúcidos, malucos, doidos, sãos, vãos, meios e desapegos.
Pra mim os pescoços são elegância. Violinos, violoncelos tomaram emprestada a elegância dos pescoços. Pescoços guardam cordas invisíveis. Aquelas que soam através de mãos invisíveis, afinam, desafinam, mentem, cantam e se calam.
Não sei ainda o que é isso que não combina comigo, que fala coisas desagradáveis no meu ouvido e me obriga a berrar pra ter paz. Não é elegante. Mas é meu. E eu quase desisti dele.
Me desculpe.
Eu só quis tentar ser uma garota
normal
- e não gostei da piada.

1 comentários:

Alberto K. said...

Sim, melhor três do que a involução!
Eu diria que três é o mínimo, mas não o máximo!

Vc é a Soroco, do Guimarães, Dani: enquanto vc canta e todos te olham, de repente, vc verá todos cantando contigo! E não saberemos mais quem é normal e quem não é mais! =D