Thursday, September 29, 2011

Desabafo

O problema todo é que eu não tenho timing nenhum com a vida. Sou a garota carente, fofa, inocente, idiota, dependente de cada gesto e aprovação do mundo todo e a vida vai lá me dar umas porradas bem bravas pra parar de ser sonhadora, brega e... canceriana chorona. Daí depois de alguns anos de árduo treinamento e dedicação, viro um protótipo fudido de self-confidence, segura e independentezinha emocionalmente (e isso dá um trabalho dos inferno) e aí a vida fica mandando mensagens aleatórias travestidas de sinais pra eu parar de assustar as pessoas com o "dá-aqui-que-eu-sei-me-virar-sozinha"?

Afinal não é como se precisasse de algum outro tipo de comportamento que me torne MENOS popular. O "i can't relate with 99% of humanity" voltou a vigorar com força e não estamos exatamente fazendo esforços contrários.

4 comentários:

victor pompêo said...

Não sei, mas o "carente, fofa, inocente" deveria ser uma enumeração de defeitos? Porque, apesar de comumente sermos levados a encarar dessa forma, são apenas sinais da vitória do lado humano sobre a desumanidade que cotidianamente somos obrigados a conservar.

E bah pra popularidade. Você inspira muita gente, mesmo que à distância. E isso é um sinal de identificação com parte da humanidade (talvez não mais que 1%), o que vale por si só.

(de qualquer forma, obrigado (: )

Daniela Yoko Taminato said...

Se fosse fácil não se chamava VIDA né? Na verdade eu sou uma fraca que vai tentando se ajustar como dá pra sofrer cada vez menos. Se envolve desumanizar um pouco... olha, tá valendo de tudo pra evitar tombos e rasteiras. and I'm not so proud of it. E não que adiante muito no final das contas. Vai calculando aí a minha habilidade em viver.

E não agradeça não... a advertência em se identificar com essa tragédia toda que eu posto aqui é que as chances de ser uma alma atormentada por pensamentos mil é bem grande. Vai vendo :)

victor pompêo said...

O ponto é exatamente esse: não é fácil e não conheço ninguém que seja verdadeiramente forte e não tente se ajustar pra sofrer cada vez menos. Tombos e rasteiras doem muito, principalmente quando vêm de lados inesperados, e fazem a gente repensar todo o modelo de confiança e relacionamento que a gente adota. Lembra da mensagem do Caio que faz a gente lembrar que não estamos sozinhos em estar sozinhos? Vale pra cá também.

E mantenho meu agradecimento. Ele não vem só pelo privilégio de ler o que você escreve -- vem também do seu bom timing em deixar comentários que, apesar de singelos, conseguem me roubar um sorriso mesmo em dias horríveis (: (como na quarta...)
E eu seria um grande mentiroso se dissesse que não sou uma alma atormentada por pensamentos mil. Só não acho que essa parte da história tenha salvação... haha

Daniela Yoko Taminato said...

bem irônico que pra algumas coisas eu tenha um bom timing :) fiquei feliz por saber que, pelo menos, isso seja útil de alguma forma. deve haver ainda uma porcentagem mínima de chance de recuperação pra que haja salvação pra minha pessoa! rs

dias horríveis existem e sempre existirão. acho que o complicado é quando a gente sente faltar o chão e qualquer coisa pra gente se segurar.

e essa história de amaldiçoados por mentes inconvenientes vai longe... não há salvação né? não há não.