"O amor feliz não tem história na literatura ocidental. A felicidade dos amantes só nos comove pela expectativa da infelicidade que os ronda. Sem sofrimento não há romance. O romance de Tristão e Isolda tornou-se um modelo de todas as histórias de amor até hoje. Os amantes se amam, mas não conseguem superar os obstáculos e serem felizes. Esse é o segredo do sucesso de Tristão e Isolda e foi isso que os poetas europeus da Idade Média descobriram: o amor recíproco infeliz."
− Amor recíproco infeliz não existe. O único sofrimento de amor é não ser correspondido. Eu já sou feliz só por você gostar de mim.
− Ah, mas é muito fácil gostar de você… eu não tenho mérito nenhum nisso.
(...)
− Dá até um pouco de ciúme desse amor de teatro... quem sabe se você não tá representando também comigo?
− Ah mas quando a gente faz uma cena de amor termina amando um pouco o outro personagem. E quando a gente ama alguém de verdade também representa um pouco.
− Ah é?
− Ah... a gente representa o amor que sente por aquela pessoa. Como todo amor é verdade... e representação. Ao mesmo tempo.
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