Em cada um de nós existem três pessoas:
a que nós achamos que somos,
a que os outros pensam que somos,
e a que Deus sabe que somos.
Leonard Ravenhill
Leonard Ravenhill
Que a identidade seja algo socialmente construído e negociado é assunto para conversas sociológicas. Eu me limito a tentar entender essa negociação sofrida no ato do construir.
Ando cansada. Faço farra, faço barulho, mudo conceitos, ultrapasso o meu próprio bom senso só para me ver frustrada comigo mesma nos minutos seguintes. Me estranho. Me derramo em rituais internos que ninguém mais vê senão os meus próprios pensamentos itinerantes. E espero por ouvir algo impossível de quem não vê nada além das minhas tentativas erradas de testar tudo ao extremo.
Mutilo-me em sacrifícios. São muitos deuses errados a quem estou oferecendo pedaços de mim aos poucos. Como quem quer provar algo de si para ninguém, sou a peça em cartaz mudando e refazendo o roteiro. Mas o teatro continua ecoando silêncio. Então eu continuo gritos.
Tudo o que eu queria agora era alguém que parasse com essa auto-flagelação enrustida e dissesse:
não tem problema não ter sentido. Deixa essa culpa da vida pra lá.
... deixar essa culpa da vida pra lá...
isso não existe.
Mutilo-me em sacrifícios. São muitos deuses errados a quem estou oferecendo pedaços de mim aos poucos. Como quem quer provar algo de si para ninguém, sou a peça em cartaz mudando e refazendo o roteiro. Mas o teatro continua ecoando silêncio. Então eu continuo gritos.
Tudo o que eu queria agora era alguém que parasse com essa auto-flagelação enrustida e dissesse:
não tem problema não ter sentido. Deixa essa culpa da vida pra lá.
... deixar essa culpa da vida pra lá...
isso não existe.
2 comentários:
"Como quem quer provar algo de si para ninguém,sou a peça em cartaz mudando e refazendo o roteiro"
essa é praticamente a minha definição '-'
-
assim que baixar uma inspiração,eu faço outra história xD
Onde você enxerga o ninguém e escuta o silêncio, há uma platéia discreta que não se deixa perceber. Talvez sejam os outros, talvez seja Deus.
Sinto-me como a gente tivesse se conhecido ontem. Estranho né? Hahaha!
Beeeeeeijos!
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