Tuesday, March 21, 2006

Primeiro e segundo movimento... Inércia da insensibilidade e a queda

Antes da queda

Já não distinguia as formas.
De repente, como num passe de mágica (ou maldição) passou a confundir o errado com o certo e a sentir o coração anestesiado, imune a qualquer emoção.
Desde quando isso mudara?
Não sabia ao certo... parece que agora a vida parara de escolhê-la e ela é quem deveria escolher a sua vida.

Tantos calos deveriam ter nascido (e de fato não nasceram?) que agora olhava estupefata a pancada que não mais doía.
Insensível. Insensibilidade.

Já não distinguia as formas.
Via um gato em cada cão, um canino em cada felino. A fauna lhe aparecia transfigurada e a antiga jaula trazia agora a porta aberta.
Era o certo ou o errado o que sabia? E o que sabia não harmonizava com o que sentia. Afinal o certo é o pensar e o sentir é errado? Ou o errado é o certo e o sentir, um pensar?...

Pensava que sentia certo e sentia que pensava errado.

Depois da queda

Já não tinha mais tanto medo.
De repente, a queda lhe pareceu menos assustadora quando se encontrou no chão. A insensibilidade sumiu, o efeito da anestesia passou e agora... doía.
Doía e isso a fazia sentir-se viva. Apesar da dor, tinha o tesouro de sentir outra vez, de sentir que respirava vida, que sangrava, que sorria, que chorava.

Já não tinha mais tanto medo.

2 comentários:

Anonymous said...

aquele q num erra ...é o q nunca tentou né =)
depois tudo se acerta e ve q o `erro` poderia ter sido continuar no antigo ...
=**** te adoro muito dani
to com moo saudadis

Marcelo said...

Ah, linda garota. Você ainda parece ter medo sim.