Antes da queda
Já não distinguia as formas.
De repente, como num passe de mágica (ou maldição) passou a confundir o errado com o certo e a sentir o coração anestesiado, imune a qualquer emoção.
Desde quando isso mudara?
Não sabia ao certo... parece que agora a vida parara de escolhê-la e ela é quem deveria escolher a sua vida.
Tantos calos deveriam ter nascido (e de fato não nasceram?) que agora olhava estupefata a pancada que não mais doía.
Insensível. Insensibilidade.
Já não distinguia as formas.
Via um gato em cada cão, um canino em cada felino. A fauna lhe aparecia transfigurada e a antiga jaula trazia agora a porta aberta.
Era o certo ou o errado o que sabia? E o que sabia não harmonizava com o que sentia. Afinal o certo é o pensar e o sentir é errado? Ou o errado é o certo e o sentir, um pensar?...
Pensava que sentia certo e sentia que pensava errado.
Depois da queda
Já não tinha mais tanto medo.
De repente, a queda lhe pareceu menos assustadora quando se encontrou no chão. A insensibilidade sumiu, o efeito da anestesia passou e agora... doía.
Doía e isso a fazia sentir-se viva. Apesar da dor, tinha o tesouro de sentir outra vez, de sentir que respirava vida, que sangrava, que sorria, que chorava.
Já não tinha mais tanto medo.
Já não distinguia as formas.
De repente, como num passe de mágica (ou maldição) passou a confundir o errado com o certo e a sentir o coração anestesiado, imune a qualquer emoção.
Desde quando isso mudara?
Não sabia ao certo... parece que agora a vida parara de escolhê-la e ela é quem deveria escolher a sua vida.
Tantos calos deveriam ter nascido (e de fato não nasceram?) que agora olhava estupefata a pancada que não mais doía.
Insensível. Insensibilidade.
Já não distinguia as formas.
Via um gato em cada cão, um canino em cada felino. A fauna lhe aparecia transfigurada e a antiga jaula trazia agora a porta aberta.
Era o certo ou o errado o que sabia? E o que sabia não harmonizava com o que sentia. Afinal o certo é o pensar e o sentir é errado? Ou o errado é o certo e o sentir, um pensar?...
Pensava que sentia certo e sentia que pensava errado.
Depois da queda
Já não tinha mais tanto medo.
De repente, a queda lhe pareceu menos assustadora quando se encontrou no chão. A insensibilidade sumiu, o efeito da anestesia passou e agora... doía.
Doía e isso a fazia sentir-se viva. Apesar da dor, tinha o tesouro de sentir outra vez, de sentir que respirava vida, que sangrava, que sorria, que chorava.
Já não tinha mais tanto medo.
2 comentários:
aquele q num erra ...é o q nunca tentou né =)
depois tudo se acerta e ve q o `erro` poderia ter sido continuar no antigo ...
=**** te adoro muito dani
to com moo saudadis
Ah, linda garota. Você ainda parece ter medo sim.
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