Friday, June 02, 2006

Batalha entre estrelinhas e nuvens


Sabe, às vezes as estrelinhas me visitam! É verdade! Por que você tá me olhando assim? Já disse que é verdade!
Pra você acreditar, eu vou te contar um segredo: ontem mesmo elas desceram lá do céu pra me ver. Eu nunca vejo por onde elas entram... elas só aparecem como aqueles bichinhos que brilham... como que era o nome mesmo? Aquelas abelhinhas com lampiões que um dia o papai pegou e colocou dentro de um vidro pra eu ver! Ele soltou logo depois e eu fiquei bem triste porque queria ter uma coleção de vaga-lumes pra ver se ficava com menos medo do escuro de noite, porque a mamãe tirou o abajur do quarto. Ela fala que eu já estou bem mocinha e que tenho que aprender a dormir no escuro. Eu acho ruim com ela porque só tenho que fazer as coisas ruins de mocinha... pras legais ela fala que eu ainda sou muito pequena...

Mas... o que eu tava falando mesmo? Ah então... as estrelinhas aparecem como vaga-lumes que estavam sem pilha e de repente voltam a brilhar, daí a gente enxerga o que antes era invisível. Eu queria ver elas descendo do céu quando vem me visitar. Deve ser bem bonito...
O que eu não gosto muito é quando eu sinto uma dorzinha. Sempre fico com dodói na cabeça... Eu acho que é porque elas brilham muito sabe? E elas piscam tanto, que parecem que estão dançando pra eu prestar bastante atenção, só que aí sinto meus olhinhos tão cansados que de repente não enxergo mais nada! E aí parece que vem uma montanhona de nuvem que cobre tudo dos lados e deixa tudo nublado, e eu só consigo ver bem no meio na nuvenzona que parece o túnel do parquinho da escola. Sempre quando as nuvens descem atrás das estrelinhas eu sinto a dorzinha ficar grandona! Eu acho que é porque as nuvens ficam com inveja das estrelinhas e vêm correndo logo atrás pra levar elas de volta pro céu. É que as nuvens escondem as estrelinhas de manhã, só que elas sempre conseguem fugir. Eu só não entendo porque mesmo quando é de noite, elas não podem passear um pouquinho...

Eu só sei que com a briga das estrelinhas com as nuvens, eu fico muito triste e a dorzinha aumenta tanto que eu tenho que fechar os olhos... só que mesmo depois de um tempo, quando eu abro pra ver o que aconteceu, elas ainda estão brigando, então a mamãe fala pra eu ir pro quarto dormir. Daí eu fico apertando os olhos bem forte e depois elas todas vão embora. Aí a dor passa e mamãe fala que eu sarei. Mas papai nunca me deixa começar a coleção de vaga-lumes...

...

A fase de aura caracteriza-se por fenômenos sensoriais temporários, durando 15 a 30 minutos normalmente. Esses fenômenos compreendem distúrbios visuais do tipo cegueira parcial, visão de pontos luminosos semelhantes a lanterninhas, vaga-lumes ou "flashes", que brilham e piscam, podendo assumir formas em zigue-zague; podem ser estacionários ou mover-se ao longo do campo visual. Podem começar no canto da visão, ou no centro, expandindo-se. Tais distúrbios podem afetar um ou ambos os olhos. É possível ocorrer um ponto cego na visão (denominado escotoma), assim como a perda temporária da visão lateral, restando apenas o centro do campo visual.
Comumente, a aura se manifesta por uma área de "linhas em zigue-zague", piscando e movendo-se ao longo do campo visual.
Embora essas sensações sejam sentidas nos olhos, o problema está, na realidade, ocorrendo lá dentro do cérebro.
Pensava-se, no passado, que a aura fosse devida à diminuição da circulação sangüínea cerebral. Recentemente, alguns pesquisadores sugeriram que a própria diminuição da circulação que ocorre nesses casos seria devida a uma anormalidade primária na função cerebral. Tal anormalidade, periódica e não progressiva, pode ser herdada. Observe também que tais distúrbios visuais já foram relatados em pacientes totalmente cegos.
Outros fenômenos, além dos visuais, podem constituir a aura: paralisia do movimento ocular, formigamento (na cabeça, lábios, língua, braços, corpo); paralisia parcial (em alguns poucos casos, felizmente, pois assusta bastante); dificuldade em falar (as palavras não saem direito); de ouvir; barulho no ouvido; existindo até um tipo que se acompanha de perda de consciência, ou alucinações (ex: sensação de estar caindo, ou de os objetos serem maiores ou menores que na realidade, etc.). Outros tipos vêm com tontura e/ou perda do equilíbrio. Enfim, pode ocorrer uma série de distúrbios com relação à percepção das formas, sons, sabores, cheiros e sensações.
O livro Alice no País das Maravilhas, escrito por Lewis J. Carroll, descreve alterações no tamanho, cor, e formato dos objetos, que são absolutamente compatíveis com a aura. O escritor sofria de enxaqueca.
...
Quer dizer então doutor, que eu tenho enxaqueca?

Quando a gente cresce, tudo parece ficar muito mais feio.

3 comentários:

Anonymous said...

No post anterior eu ia comentar sobre vaga-lumes....dai resolvi só comentar um pouco e ler o texto de cima ..
e eles apareceram.
e eu agradeço por vc ter realizado meu pedido =) completinho senhorita
espero q vc intenda o quanto q eu gosto de vc.
pisca pisca...ta na hora de César apagar um pouco e ser acordado pela Dani de madrugada ,já q ela ficou de me ligar hehehe
=******* se cuida..te gosto muito
=@

Anonymous said...

César fazendo monopólio dos comentários aqui no seu blog XD
só passando para deixar um beijo por aqui =)
=**** te doro

Marcelo said...

Na verdade todo mundo vê essas estrelinhas se ficar dois dias sem dormir. Agora, quem tem enxaqueca vê sempre? Não quero imaginar.