Saturday, May 31, 2008

(su) Focada

A artimanha que mais me irrita é a ironia com doses de crueldade. E é bem esse o método de ensino que a vida tem aplicado na minha escola rumo ao objetivo de ser uma pessoa melhor.

Talvez muitas coisas não me deixem enxergar a tal lição a ser aprendida. Vou de um extremo ao outro e como nenhum parece ser a coisa certa, me irrito. Grito e esperneio feito criança birrenta. Afinal se não dá certo nem uma coisa e nem outra, o impossível e inalcançável parece ser o alvo: a cenoura pendurada na minha frente pela vida para que eu ande, ande, ande...

Respiro. Paro de fazer birra e tento. Juro que tento interpretar as pequenas e maiores ações na tentativa de decifrar o significado maior de tudo. Desanimo. Ainda não consigo.

Acho que estar no olho do furacão me impeça de enxergar muita coisa que espero conseguir enxergar mais tarde.

Então resolvo fechar os olhos, sentar no meio da tempestade interna e respirar bem fundo. Pensar em algo? Desisto. Concentro-me no ato do diafragma e de todo sistema respiratório de fazer entrar e sair ar dos meus pulmões.

E chego até a sentir meus alvéolos pulmonares em suas trocas de gás carbônico e oxigênio. Gás carbônico e oxigênio. Gás carbônico e oxigênio.

A dualidade dialética sempre me cansa. Não nasci com dom para ser pulmão.



Me falta o ar.


Que eu preferia estar perdendo de outra maneira.

0 comentários: