Tuesday, June 03, 2008

Posfácio – A apostadora de sonhos



(...) A roleta girou, parou e a aposta foi decepcionante.

Mas a coragem, apesar de doída, mostrou a força que ela já havia esquecido que tinha e sobrepujou qualquer fraqueza de orgulho ferido. Estava livre de qualquer arrependimento futuro e essa era a maior liberdade que se podia usufruir.
A coragem de apostar mesmo não sendo a melhor das apostas.

Mais valia acreditar nas escolhas como se fossem as melhores do mundo (mesmo que estas depois se mostrassem frustrantes), do que passar os dias se contentando com escolhas em que não é capaz de acreditar pelo simples medo do risco da decepção.

Tudo indicava que ela ainda continuava sendo uma má apostadora. Mas o importante é que continuaria sempre sendo uma apostadora de sonhos. Mesmo errando nas apostas, mesmo acreditando em propostas arriscadas, mesmo devotada à ingênua impulsividade de quem acredita de verdade nas suas escolhas...


O medo e o orgulho inflado não fazem parte do jogo.
Só para os perdedores.
E isso ela agora sabia.

5 comentários:

Anonymous said...

A aposta foi decepcionante?!
Porque?!
Te escrevi um email no gmail! Viu?!
Beijos!

João Francisco A. Enomoto said...

Wow! Outro João! =D

Só um comentário do post: tem coisas, que só sabe aquele que está do lado dos perdedores. Não existe lado ruim em termos de jogo, existe o que a gente ainda não conheceu.

Beijos Yoko!

Anonymous said...

O medo e o orgulho inflado não fazem parte do jogo. Mas será que não foram esses os fatores que levaram a apostadora a continuar aquele tantinho a mais na mesma aposta até o ponto em que ela, enfim, pudesse ganhar?
Quem desiste primeiro perde primeiro.

Anonymous said...

Me equivoquei no raciocínio.
Não foram esses os fatores que levaram a apostadora a desistir daquele tantinho a mais(...)?

Daniela Yoko Taminato said...

Não não... a apostadora apostou até o final! Fez mais que o "tantinho a mais". Fez demais! e isso foi bom... porque ela agora podia ter a liberdade da consciência tranquila: tentei até onde pude... até onde podia tentar. O outro lado só esperou a roleta girar e setenciar: game over!