(...)
Aí a gente faz uma imersão no silêncio, olha a coreografia sincronizada e acha bonito o que é triste. E é inevitável tornar-se olhos quando não sabemos o passo da dança.
Mas a solidão de repente faz música do silêncio, daquelas de flauta e piano inaudíveis. Então, os olhos viram-se pra dentro e o mundo visível torna-se pensamentos. Os desordenados e os organizados. Os razoáveis e os irracionais.
Aí a gente faz uma imersão no silêncio, olha a coreografia sincronizada e acha bonito o que é triste. E é inevitável tornar-se olhos quando não sabemos o passo da dança.
Mas a solidão de repente faz música do silêncio, daquelas de flauta e piano inaudíveis. Então, os olhos viram-se pra dentro e o mundo visível torna-se pensamentos. Os desordenados e os organizados. Os razoáveis e os irracionais.
E chorar tem tanta graça quanto dançar. De repente o inominável toma forma concreta e líquida e escorre da gente mesmo sem nomenclatura.
Escorre. E fica um pouco mais leve até. E segue-se o suspiro represado. E o vazio encontra mais espaço para estender-se.
...
Até nos tornarmos ocos, simples cápsulas do nada que represamos.
Escorre. E fica um pouco mais leve até. E segue-se o suspiro represado. E o vazio encontra mais espaço para estender-se.
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Até nos tornarmos ocos, simples cápsulas do nada que represamos.
E foi isso o que eu sonhei hoje.

1 comentários:
Não tinha entendido bem o texto.
Até também sonhar o mesmo hoje.
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