No meio de alguma tarde caótica no seu trabalho, você pode pensar que a vida deveria ser bem mais do que a rotina de fazer seu chefe ganhar mais dinheiro às custas da sua saúde física, psicológica e emocional.
Também pode desejar que um alguém instigante apareça na sua vida. Daqueles com conversas inteligentes e humor ácido sagaz que saiba dizer as coisas mais clichês das formas mais originais e inéditas. Daqueles que provocam seus neurônios sem parecer pedante.
Talvez chegue até a pensar momentos depois, que nem precisaria de ninguém... você se contentaria apenas com uma piada idiota contada por qualquer um. Se contentaria com um chiclete de melancia. Com um all-star ao invés do scarpan obrigatório.
Ficaria feliz até mesmo pela simples liberdade de poder usar da autenticidade e reagir às coisas sem precisar ficar se policiando o tempo inteiro no paranóico teatro do mundo empresarial.
Mas não: são oito horas por dia imersas em jogos de poder irritantes. E depois falam que loucura é o confinamento em uma mansão cheia de câmeras... Se lá existem os jogos psicológicos e o pior na natureza do homem pode ser despertado, aqui a situação é a mesma. Com a diferença de que não temos direito à TV de plasma gigantesca, piscina, academia e a folga de não fazer nada além de festinhas noturnas temáticas com figurinos da Globo.
E olha que no final não temos nem a possibilidade de sonhar em ganhar um milhão de reais.
Também pode desejar que um alguém instigante apareça na sua vida. Daqueles com conversas inteligentes e humor ácido sagaz que saiba dizer as coisas mais clichês das formas mais originais e inéditas. Daqueles que provocam seus neurônios sem parecer pedante.
Talvez chegue até a pensar momentos depois, que nem precisaria de ninguém... você se contentaria apenas com uma piada idiota contada por qualquer um. Se contentaria com um chiclete de melancia. Com um all-star ao invés do scarpan obrigatório.
Ficaria feliz até mesmo pela simples liberdade de poder usar da autenticidade e reagir às coisas sem precisar ficar se policiando o tempo inteiro no paranóico teatro do mundo empresarial.
Mas não: são oito horas por dia imersas em jogos de poder irritantes. E depois falam que loucura é o confinamento em uma mansão cheia de câmeras... Se lá existem os jogos psicológicos e o pior na natureza do homem pode ser despertado, aqui a situação é a mesma. Com a diferença de que não temos direito à TV de plasma gigantesca, piscina, academia e a folga de não fazer nada além de festinhas noturnas temáticas com figurinos da Globo.
E olha que no final não temos nem a possibilidade de sonhar em ganhar um milhão de reais.
2 comentários:
Olha, eu sei bem como é esse jogo psicológico de dar uma grana monstruosa pro seu chefe e ficar sem nada: dinheiro, felicidade, saúde física e mental, bom humor e por aí vai.
Sábias as horas em que ficávamos filosofando em banquinhos na conceição ou no Butantã-USP ou no telefone. Horas de risadas fáceis, de gestos simples, de vontades que vêm e vão do nada.
E já se foram.
Saudades absurdas.
Felizmente não consegui entrar em nenhum dos escritórios que tentei entrevista... Todo esse jogo, com intuitos nada engrandecedores, cheio de convenções sem nexo, faz mal à consciência das pessoas...
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