Wednesday, June 03, 2009

Impulsividade: Ame-a ou deixe-a

No meio da tarde esfumaçada de capuccino e pensamentos gelados, uma melancolia durona criticava quase tudo. Da impulsividade aos erros evitáveis. Dos muitos erros evitáveis, mas que por alguma razão, não quiseram evitar-se no instante inconsequente.

O não-arrependimento é luxo para os teimosos. A consciência pode permitir alguns deslizes de teimosia externa, mas não a deixa intervir na íntima análise de espelho interior.

Há arrependimentos.

Não como um desejo de máquina-do-tempo alimentado pela mágica surrealista do “isso-nunca-aconteceu”. Há no fundinho da xícara fumegante, aquele gostinho amargo (e necessário) do “não-faria-novamente”.


E a resolução do “isto-pára-aqui”.


E para quem gosta de frases de efeito...

4 comentários:

Alberto K. said...

É... eu preciso achar o meu pragmatismo... Bom, já comecei um pouco: peguei "Os sofrimentos do jovem Werther" para começar a ler... Mas eu quero mesmo é retomar Graciliano Ramos.

Alberto K. said...

É bem romântico (no sentido literário). Bom, de minha parte, nunca fui muito do mesmo pensamento de achar beleza em coisas como uma mulher dando pão, pegando água em uma fonte... Bom, não que não dê para achar beleza nisso, mas é tão do meu gosto. Esses tipos de livros me fazem lembrar minha adolescência... Bom, de Graciliano, um que ouvi falar bem, foi de Memórias do Cárcere... O que já li, além de Vidas Secas, foi São Bernardo e talvez mais algum outro que não tenha me marcado. O livro, para mim, significa algo... alguma coisa de minha personalidade está no personagem principal... acho que quando eu lembro do livro, é por que ele acabou refletindo algo que eu também pensava... Posso dizer isso por "Crime e Castigo", do Dostoievski...

Alberto K. said...

Corrigindo "mas é tão do meu gosto" por "mas não é tão do meu gosto".

i Keep Scream said...

adorei o conteudo, e mais ainda o jeito como foi escrito =]
parabens :D