Saturday, September 11, 2010

Cinco da manhã

É a primeira vez que escrevo assim: com álcool no sangue às cinco da manhã voltando de uma festa insana. E por isso mesmo seja um dos poucos escritos que serão em primeira pessoa e em minha racional opinião, totalmente desinteressantes (já que falam direta, única e objetivamente de mim).

Eu quero aproveitar a vida. Voltei com sede de viver, de lugares desconhecidos, de emoções não trilhadas e mapeadas. Voltei querendo o humano verdadeiro e imperfeito. Não só subjetivamente. Cansei das boas maneiras sem verdade. Você pode me mostrar o desconhecido em mim? Ótimo! Sou egoísta: quero alguém que me acrescente algo e me faça sentir importante ao ponto de querer aprender algo comigo também.

Porque sempre que a gente experimenta, quer MAIS. E eu quero vida ao extremo. Sem medidas. Não - reafirmo - não era você mesmo, nem mesmo eu. Não sei de onde virá a minha salvação. Virá de alguém de espírito-livre. Alguém que talvez nem eu seja capaz de compreender. Alguém que vai chegar de avalanche e retomar aquilo de doido guardado em mim.

Às vezes eu acho na verdade é que ninguém pode.. mas vale fantasiar que sim.

Só digo: Venha.
Logo.

5 comentários:

Anonymous said...

Tomo a liberdade de lhe passar os escritos d'outro autor:

'Na verdade, o perigo não é realmente tão grande quanto parece. Afinal, depois de tropeçar um pouco, todos aprendem a andar. Exemplos de tropeços intimidam e geralmente desencorajam todas as novas tentativas. É muito difícil para o indivíduo agir por sua própria conta e superar a menoridade, que se torna para ele quase uma segunda natureza. Assim, mesmo que esteja já amadurecido, o indivíduo é desde o início incapaz de usar seu entendimento por conta própria porque nunca se permitiu tentar fazer isso. Dogmas e fórmulas – estas ferramentas mecânicas para usos razoáveis (ou, pelo contrário, abusivos) das dádivas naturais dos indivíduos – são os grilhões de uma duradoura menoridade'.

Não é um 'canto', o que mereces aliás; é Kant. Perceba que a vida, o crescente esclarecimento está no conhecer o diferente mesmo, Dani. Há maneiras conscientes de o fazê-lo, não precisarás sempre escrever bêbada para tal ;)

Pelo seu desabafar, vejo que procuramos algo semelhante. Nem tanto por acaso, já achei o meu caminho; espero que se encontres com o seu também.

E... paciência.

Daniela Yoko Taminato said...

O meu mundo está repleto de 'mestres' anônimos que na minha cabeça são seres com capuz preto cobrindo todo o rosto. Eles são indistinguíveis entre lampejos de conselhos e sabedoria. E me pergunto o porquê. De qualquer forma, lerei mais Kant (mas ainda com aquela sensação de que terei mais ampliado a tal da bagagem intelectual do que atingido a libertação da minha imperfeita natureza humana). Nunca é demais afundar-se em filosofia. Obrigada.

Dois Cafés said...

Dani, adorei seu texto. Concordo com você. Tenho também esta sede. Do "humano verdadeiro e imperfeito", no mundo e em mim. E não creio que possamos partir de outro lugar que não desse tipo de egoísmo. O mundo começa dentro.

E encontrar não é fácil, mas é tudo.
Beijo

Alberto K. said...

Minha mestra! Atreveu-se a jogar com a particularidade? hehe
Mas não importa: Teu estilo é inegável e o assunto também chama bastante a atenção!

Discutir movido à alcool? Interessante, já fiz muito isso!

E o que no mundo não é possível?

Bin said...

eu te conheço??
tah respondido..