Sunday, October 03, 2010

Athas

finalmente ouvi hoje o que precisava tanto ouvir de qualquer um:

"(...) aprendi que pensar muito não significa que se pensou o suficiente, logo... sim, algumas idéias te salvam, mas outras porém te atrasam. Não se atrase tá? Não se atrasa não..."

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3 comentários:

Alberto K. said...

Isso será o tema para meu próximo post!

É como a velha perigosa frase: "A vida é um aprendizado". Perigosa por que há dois meios de se entender, e um deles pode fazer talhar com mais esmero ainda a inocência estúpida nas mentes gelatinosas.

Um deles é pensar que na vida pode-se aprender muitas coisas. Bom, dada a obviedade disso, (pois a frase, nesse sentido, é genérica demais e nada nos informa), nada nos faz, a não ser por alguma pretensão que estenda a neutralidade a algo que faça realmente mal.

Por outro lado, se alguém conota a expressão como "Se vivemos, aprendemos.", aí nos deparamos com algo polêmico; é como se dissessem: essa coisa de epistemologia, é um mar de frescuras, por que, no final das contas, sempre aprendemos. Para que debater sobre o conhecimento, se, sempre se aprende? Para que esse monte de teorias pedagógicas, se, no final, sempre se aprende, apenas deixando se arrastar pelo fluxo da vida?

A inocência, na verdade, é um olhar de inveja ou ignorância para aqueles que detêm conhecimentos, considerados pelos leigos, como místicos ou inacessíveis. Em contrapartida, lança-se um absurdo desse, dizendo que se alienar no fluxo da vida também ensina algo...

Da mesma forma, se sucede com o pensar. A "ciência" nazista, por exemplo, sobre a eugenia, tanto pensou, pensou, e no final, tudo balela.

Bem dito, Dani.

algupagu said...

acabo de conhecer o blog. belos textos.

algupagu said...

opa, valeu. sou um escritor frustrado, é um parto sair coisa que preste...rs...curti muitos textos daqui. :)