Existe um lastro do valor da nossa vida como se ela fosse um papel-moeda: sem grandezas absolutas, mas variáveis conforme as circunstâncias (econômicas para o exemplo financeiro, de estado de espírito na metáfora pobre de pensamento).
Não se escapa do que se é. O medo do não encontrar-se é o mais patético de toda a ontologia. Na verdade o temível não é de não tornar-se aquilo que se é. Existe a arrogância de considerar como pressuposto a possibilidade da escolha, quando ela na verdade não existe. Não somos somente quando tomamos consciência. Somos apesar de. O apavorante na verdade é perceber que a consciência talvez esteja um pouco subordinada à essa fatalidade. O medo então disfarçado é o de ser sem tomar conhecimento do que se é. Ser, na essência é já inescapável. A vaidade toda é: entender um pouco mais. Pra quê?
( )por vaidade
( )por distração
( )por amargura
( )por eudaimonia
( )por um prazer estúpido em ficar traçando mapas cartesianos de raciocínios inúteis
( )por fatalidade
(x )ou por todos os itens acima misturados em porcentagens diversas.
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