Friday, December 02, 2011

Nem o céu como limite

Existe um mundão todo no meu peito. Um infinito particular. Bagunçado e caótico. Doido. Louco pra expandir em outro peito, em outra alma, em outra batida de coração. Mas não. Tá aqui sob pressão. Por precaução. Um dia explode e vaza pra outro espírito livre, pra outra mente atenta, pra outro coração ansioso.
(...)
Eu acredito como Clarice, que tudo existe com uma precisão matemática, “com uma precisão absoluta. O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete não transborda nem uma fração de milímetro além do tamanho de uma cabeça de alfinete (...) O bom é que a verdade chega a nós como um sentido secreto das coisas. Nós terminamos adivinhando, confusos, a perfeição.”

E pode parecer meio místico, mas acredito que tudo que é, consiste - no seu tempo certo. Nem antes e nem depois. E você atropelou o meu caminho com todas as estrelas na mão. Agora o que eu vejo é só constelação. E um horizonte de um céu

[maravilhoso.

1 comentários:

Alberto K. said...

Misticismo que tenho compartilhado...

Incrível ter ficado tanto tempo longe dessas linhas e mesmo assim elas ainda serem tão atuais com tudo que tenho passado...