O irmão sorriu insolente e saiu porta afora rumo ao jogo de futebol da tarde. Era um dia quente desses em que o calor intenso nos distrai de qualquer detalhe e nos faz focar apenas no desejo de uma brisa fresca e da sensação de estar com os pés descalços no piso de azulejos frios.
Aproveitou a ausência repentina e subiu a passos ligeiros a escada de carpete marrom. A porta estava ligeiramente encostada deixando à mostra uma frestinha de realidade proibida. Entrou.
Postou-se no meio do quarto e olhou ao redor vislumbrando todos os detalhes do cenário como se nunca tivesse visto nada igual; como se a bagunça de sua cama não tivesse a mesma desorganização caótica; comos e os seus lençóis não estivessem tão amassado quanto aqueles; como se seus brinquedos, carrinhos e pipas penduradas na parede não fossem tão legais quanto os pôsteres de bandas de rock, o som que estava no canto do quarto e o violão apoiado na parede.
Respirou fundo, inspirando adrenalina, expirando emoção e aspirando àquela glória para sempre.
Foi até o guarda-roupas e abriu uma gaveta. Meias, cuecas...Esbarrou sem querer e tentou segurar o violão pelas cordas de náilon, mas era grande e pesado demais: caiu no chão fazendo um barulho misturado de madeira batida e cordas desafinadas. O som da queda.
Receou que o irmão notasse na volta o violão caído com uma corda estourada. Torceu para que o jogo estivesse indo bem e o irmão voltasse feliz da vida que nem notasse o desastre.
Poderia culpar o vento. Certamente ventou forte e o pobre violão equilibrando-se encostado apenas na parede acabou com o fim que teve.
Percebeu que a cortina não estava dançando: a janela estava devidamente fechada, de modo que nenhum vento culpado poderia ser a causa da queda. Estremeceu.
A porta da sala bateu e ele sentiu a perda. A ingenuidade vazou de seus dedos quando ele colocou o violão no mesmo lugar apressadamente, arrumou a corda de náilon nas tarraxas e deixou a cena como antes.
Só uma coisa mudou no cenário. Nesse ato, a infância deixava a cena de vez.
Aproveitou a ausência repentina e subiu a passos ligeiros a escada de carpete marrom. A porta estava ligeiramente encostada deixando à mostra uma frestinha de realidade proibida. Entrou.
Postou-se no meio do quarto e olhou ao redor vislumbrando todos os detalhes do cenário como se nunca tivesse visto nada igual; como se a bagunça de sua cama não tivesse a mesma desorganização caótica; comos e os seus lençóis não estivessem tão amassado quanto aqueles; como se seus brinquedos, carrinhos e pipas penduradas na parede não fossem tão legais quanto os pôsteres de bandas de rock, o som que estava no canto do quarto e o violão apoiado na parede.
Respirou fundo, inspirando adrenalina, expirando emoção e aspirando àquela glória para sempre.
Foi até o guarda-roupas e abriu uma gaveta. Meias, cuecas...Esbarrou sem querer e tentou segurar o violão pelas cordas de náilon, mas era grande e pesado demais: caiu no chão fazendo um barulho misturado de madeira batida e cordas desafinadas. O som da queda.
Receou que o irmão notasse na volta o violão caído com uma corda estourada. Torceu para que o jogo estivesse indo bem e o irmão voltasse feliz da vida que nem notasse o desastre.Poderia culpar o vento. Certamente ventou forte e o pobre violão equilibrando-se encostado apenas na parede acabou com o fim que teve.
Percebeu que a cortina não estava dançando: a janela estava devidamente fechada, de modo que nenhum vento culpado poderia ser a causa da queda. Estremeceu.
A porta da sala bateu e ele sentiu a perda. A ingenuidade vazou de seus dedos quando ele colocou o violão no mesmo lugar apressadamente, arrumou a corda de náilon nas tarraxas e deixou a cena como antes.
Só uma coisa mudou no cenário. Nesse ato, a infância deixava a cena de vez.
6 comentários:
I like this foto n' very-very nice
from edy palembang. Indonesia
nossa, moça,
muitíssimo obrigada!
obrigada mesmo!
muitos e muitos beijos!
vc escreve!!!!!!!!!!!
um dia eu vou ler;....
beijinhosssssssss
e parabéns por aqui tbm...hááá
ti cuida
Se é paixão, não o sei;
mas o frio na espinha há
:)
e, sim, refugiar-se na morte não faz mais o meu feitio.
quero vida!
vida, muita vida.
é, é sim
=]
Post, post, post!
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