
Mordeu a maçã pela audição e saboreou aquele som único da fruta que fizera Adão pecar, Deus ficar furioso e Isaac Newton descobrir a gravidade.
A maçã tinha perdido seu posto de fruta predileta para a mania suculenta de melancia. Desde aquele certo dia, a fruta era proibida. Uma tentativa infeliz de tentar reencontrar um Éden contemporâneo, consertar milênios de castigos divinos e viver feliz para sempre.
Agora mordia o vermelho vivo com vontade. Que fosse o pomo da discórdia. Reivindicava o prêmio disputado entre as deusas do Olimpo – se sentia a mais bela e não esperaria um príncipe que escolhesse a quem dedicar as honras. Matou Afrodite e reinventou a Guerra de Tróia.
Era uma guerreira.
2 comentários:
Até os melhores guerreiros caem.
Os que não são derrotados por outros, são derrotados por seus próprios defeitos ou por sua idade.
Vença teus defeitos e não deixe que o tempo passe sem que você faça nada.
Nada literário meu comentário, mas eu lembro que quando eu pûs aparelho a maçã se tornou pra mim o fruto proibido. E isso porque cada mordida que eu dava na cuja deixava metade dela entre o aparelho e meus dentes! Hahaha!
E não há ser humano que não deixe de lado sua melância para atacar, mesmo que por capricho, a mais pecaminosa de todas as maçãs. Faz parte do nosso legado como filhos de Adão e Eva.
Beijos!
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